quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Falso moralismo



Ontem (09/09/08) estávamos eu e a putinha trocando umas idéias e começamos a comentar sobre um email que recebi, já nem me lembro de quem, onde aparecia algumas fotos da Xuxa, nua e também em cenas de sexo com um garoto e até com adulto. Quem me enviou a mensagem ainda comentou assim: "e hoje ela é santinha". Eu repassei pra alguns amigos, inclusive pra Putinha e foi ainda pior meu comentário: "Olha só a mulher que ainda hoje é ídolo de nossas crianças". Assim como todo mundo, começamos a comentar esses fatos que ocorreram na vida da rainha dos baixinhos e como isso era vergonhoso e tal. Mas enquanto falávamos, me veio a luz. A luz da vergonha. Comecei a pensar e ao mesmo tempo divagar sobre o ocorrido. Perguntei à Putinha qual era a primeira coisa que a gente faz quando cometemos erros que nos prejudicam ou prejudicam a outras pessoas. Ela prontamente respondeu que era se retratar e mudar nosso comportamento para que nada do que fizemos ocorra novamente. Aí fiz a seguinte pergunta: "a Xuxa já não fez isso?". Ela não se tornou uma estrela, de grandeza até mesmo internacional, ídolo de milhões de crianças e sendo que nesse período da vida dela, nunca mais soubemos de nenhum fato que viesse e denegrir a imagem dela perante os pais e principalmente perante as crianças? Tá certo que muitos evangélicos garantem que ela fez pacto com o diabo pra crescer na vida, mas na boa... algumas religiões pregam a inveja disfarçada, toda vez que alguém de certa forma consegue chegar ao ápice em muito pouco tempo, como foi o caso da Xuxa e lançam boatos, pra mim infundados, como esse. Mas também não vou duvidar. Já tivemos até um ex presidente da república que apelava pra magia negra com o intuíto de se livrar de determinadas situações (Fernando Color), quem dirá pessoas do meio artístico. Porém, na minha concepção isso nao é verdade. É fato que há muitos anos, a imagem que tínhamos dela era até de uma pessoa solitária, que não conseguia se relacionar com ninguém e de certa forma até infeliz. Não estou aqui fazendo defesa da Xuxa. Eu particularmente nem gosto dela (não deixem ela saber), mas estou apenas querendo entender porque coisas assim acontecem e a gente mete o pau de forma impiedosa como se não tivéssemos nada em nosso passado que nos envergonhasse. Sejamos honestos... logo que criamos esse blog, foi na época dos "Eu já", me lembro de ter lido cada coisa de arrepiar até os cabelos de Fernandinho Beira Mar. E tenho certeza que a maioria das pessoas que relataram algumas coisas ali, se envergonham ou pelo menos não têm orgulho algum de contar tais aontecimentos de suas vidas. Eu mesmo já fiz coisas que só falo depois de muito conhecer a pessoa pois tenho até horror à idéia de que alguém venha saber desse fato (não, eu não dei a bunda... sou hétero. rsrs). No entanto, temos o defeito crônico de esquecermos as coisas que fizemos no passado, municiamos nossas bocas com palavras e disparamos a metralhadora do falso moralismo na maior naturalidade do mundo como se nós sim, fóssemos santos. A Xuxa virou uma celebridade e imagino o quanto dela deve ter sofrido com esse episódio, e a sua conduta pública, o carinho das pessoas por ela, que hoje é mãe inclusive, na minha opinião demonstra que ela deu a volta por cima. Pra que continuar condenando uma pessoa eternamente?? Lembram da Maurren Maggi? Dia desses não estávamos, alguns até emocionados (como eu), em frente à tv, orgulhosos da conquista da medalha de ouro no salto em distância em Pequim? Pois é... em 2003 ela se tornou a vergonha do meio esportivo nacional ao ser pega no exame anti-dopping e ser suspensa por dois anos. Hoje ela deu a volta por cima. O ser humano tem essa qualidade. Cair faz parte da nossa vida e levantar nem sempre é pra todos. Mas aqueles que conseguem devem ter reconhecidos seus méritos. Só fiquei pensando... porque depois de tanto tempo ainda circulam esses tipos de email pela internet. A "muié" já está praticamente aposentada e pelo visto, quando morrer ainda vai revirar no caixão, pelo erro de ter feito algo que todo mundo faz. A diferença é que fazemos e nao recebemos por isso.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mais um selo


Primeiramente queriamos nos desculpar com a Bem Resolvida por não ter adicionado o selo que ela nos presenteou antes. Geralmente quem faz esse tipo de postagem sou eu (putinho) e estive meio ausente do blog por esses dias. Mas não foi por falta de consideração. Foi por falta de tempo mesmo. Obrigado por ter se lembrado de nós dentre uma lista tão vasta de blog´s que você tem. Deu pra ver que temos um cantinho reservado nesse seu blog tão concorrido. Saiba que o carinho é recíproco. Muito obrigado. Ahhh... agradecemos também a Afrodite que recebeu e se lembrou da gente com o mesmo selo.


Yes!! Nós temos Yakisoba

Bem... eu sou do tipo que não sabe fazer nada na cozinha (putinho), ou melhor, sei fritar linguiça, cozinhar ovos, fazer café e miojo. Então dizer que não sei fazer nada chega a ser um exagero. rsrs
Eu gosto muito de comida chinesa. Yakisoba é um dos pratos típicos da culinária chinesa que eu curto bastante... e pra quem gosta, mas nao sabe fazer, vai aí uma dica quente. Juro que com esse vídeo me veio aquela "coragenzinha" lá no fundo de ir pra cozinha e tentar fazer o prato. Mas, quando estava me preparando a vontade passou. Mas vou deixar a dica pra vocês ok?


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

E agora? Dúvida?


Se um dia,
depois de muito sonhar
você conseguisse,
tudo que sonhou.
sempre quis e sempre
pensou que nunca teria.
assim, de uma hora para outra,
seus desejos se realizassem,
mas para ter tudo isso
fosse preciso abrir mão de um grande amor,
o que você faria.?
escolheria seus sonhos
ou seu amor???
(quero respostas)
Achei legal, tirei daqui: www.allannysl.blogspot.com

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ménage-a-tróis português (Literalmente)




Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. 

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
 
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
 
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
 
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
 
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
 
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
 
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

Show!!!
***  Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Concorrendo com os Correios




Quanta prentensão... rsrs. Claro que não vamos concorrer com os Correios, mas em pouco tempo no ar já temos 3 selos. Pra muita gente pode ser pouca coisa, mas pra nós não. E somos muito gratos por sermos lembrados, pois a concorrência é grande e blog´s bons é o que não falta na net. Obrigado Afrodite. Cada vez mais nos cativa com sua atenção.

Bem... vamos ao repasse. Os selos foram bem presenteados a outros blog´s que curtimos, mas vamos passar de novo... nunca é demais saber que são queridos por nós.

Bem Resolvida - www.resolvidanavida.blogspot.com
Cansei de xuxu - www.canseidexuxu.blogspot.com
The dreamer - www.thedreamer-2007.blogspot.com



sábado, 23 de agosto de 2008

Repassando o selo

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